segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Figuras de Linguagem, parte 2

11-Eufemismo
Consiste em suavizar um contexto.
  • Ex.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu).
                          
12-Apóstrofe
Consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”
  • Ex.: “Senhor Deus dos desgraçados!
  • Ex:   Dizei-me vós, Senhor Deus!”
13-Pleonasmo 

A) Pleonasmo literario: Também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de linguagem para enfatizar algo num texto.

Ex: “E rir meu riso e derramar meu pranto.”     


B) Pleonasmo Vicioso: Trata-se da repetição inútil e desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem. 

Ex: O pai ordenou que a menina etrasse para dentro imediatamente
Obs: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso. 


14-Aliteração

Aliteração é uma figura de linguagem que consiste em repetir sons consonantais idênticos ou semelhantes em um verso ou em uma frase, especialmente as sílabas tônicas. A aliteração é largamente utilizada em poesias mas também pode ser empregada em prosas, especialmente em frases curtas.





Ex: ''Esperando, parada, pregada, na pedra do porto.


15-Ambiguidade

 A ambiguidade vem a ser, na lógica e na lingüística moderna, a duplicidade de sentido em uma construção sintática. Um enunciado é ambíguo e, portanto, anfibológico quando permite mais de uma
interpretação.           

EXEMPLOS
1) Uso de sujeito posposto a verbo que seja transitivo direto: Venceu o Brasil a Argentina - Quem foi o vencedor: o Brasil ou a Argentina?
2) Uso de pronome possessivo na terceira pessoa - "seu", "seus", "sua", "suas" - (é um uso que, se o escritor não estiver atento, freqüentemente produz ambigüidade): Meu pai foi à casa de José em seu carro - No carro de quem, de José ou do pai?
3) Uso de certas comparações: Na década de 70, os jogadores do Vasco não levavam os treinos a sério, como acontecia no Cruzeiro. - O que acontecia no Cruzeiro? O autor da frase quis equiparar os jogadores do Cruzeiro aos do Vasco ou, ao contrário, quis fazer uma oposição, afirmando que os cruzeirenses levavam os treinos a sério, diferentemente dos vascaínos?
4) Uso da preposição "de" em certos casos entre dois substantivos - as preposições também são freqüentemente fonte de ambiguidade: Onde está a cadela da sua mãe? - Está-se referindo à cadela que pertence à mãe ou está-se insultando-a?
5) Uso do verbo deixar: João deixou as pessoas felizes. - João deixou felizes as pessoas ou deixou as pessoas que eram felizes?

 16- Elipse

Elipse é a supressão de uma palavra facilmente subentendida. Consiste da omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso e elegante.     

  • "No mar, tanta tormenta e tanto dano." (em "Os Lusíadas" de Camões) - onde se omite o verbo "haver", ainda que seja óbvia a intenção do autor.
  • "Na sala, apenas quatro ou cinco convidados" (Machado de Assis)
  • Quanta maldade na Terra. (Quanta maldade há na Terra)
  • Na oralidade, quando alguém serve chá pode perguntar "com ou sem açúcar?" - ainda que a frase não explicite que se está a referir ao chá, o próprio contexto serve para esclarecer o seu sentido.

            

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